09 de junho de 2026
Hipertensão Arterial: Como Controlar a Pressão Alta e Proteger o Coração

O que é Hipertensão Arterial?
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias. É definida quando os valores de pressão arterial sistólica (máxima) ficam iguais ou acima de 140 mmHg e/ou a pressão diastólica (mínima) está igual ou acima de 90 mmHg, medidas em condições adequadas.
A hipertensão arterial é um dos maiores fatores de risco cardiovascular do mundo, sendo responsável por milhões de casos de infarto, AVC, insuficiência renal e morte prematura todos os anos. No Brasil, estima-se que cerca de 36% da população adulta seja hipertensa, e grande parte desconhece o diagnóstico, pois a doença frequentemente não causa sintomas — daí o apelido de "assassino silencioso".
Classificação da Pressão Arterial
Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pressão arterial é classificada da seguinte forma:
- Ótima: menor que 120/80 mmHg
- Normal: menor que 130/85 mmHg
- Limítrofe (pré-hipertensão): 130-139 / 85-89 mmHg
- Hipertensão estágio 1: 140-159 / 90-99 mmHg
- Hipertensão estágio 2: 160-179 / 100-109 mmHg
- Hipertensão estágio 3: igual ou maior que 180/110 mmHg
- Hipertensão sistólica isolada: sistólica ≥ 140 e diastólica menor que 90 mmHg (mais comum em idosos)
Causas da Hipertensão Arterial
A hipertensão arterial pode ser classificada em dois tipos principais:
Hipertensão Primária (Essencial)
Representa cerca de 90-95% dos casos. Não tem uma causa única identificável, mas resulta da combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais, como histórico familiar de hipertensão, sedentarismo, alimentação rica em sódio, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse crônico e envelhecimento.
Hipertensão Secundária
Representa 5-10% dos casos e tem uma causa identificável, como doença renal crônica, hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, síndrome de Cushing, apneia do sono, coarctação da aorta e uso de determinados medicamentos (anti-inflamatórios, anticoncepcionais, descongestionantes).
Sintomas e Complicações
Na maioria dos casos, a hipertensão arterial não causa sintomas, especialmente nos estágios iniciais. Quando presentes, os sintomas podem incluir:
- Dor de cabeça, especialmente na região da nuca e pela manhã
- Tonturas e zumbido no ouvido
- Visão embaçada ou "pontos" na visão
- Palpitações cardíacas
- Sangramentos nasais (epistaxe)
- Fadiga e falta de ar ao esforço
Quando não controlada, a hipertensão arterial causa danos progressivos aos órgãos-alvo, levando a complicações graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doença renal crônica, aneurisma de aorta e retinopatia hipertensiva.
Diagnóstico da Hipertensão Arterial
O diagnóstico é realizado pela medição da pressão arterial em pelo menos duas ocasiões distintas. O cardiologista pode solicitar exames complementares para avaliar lesões em órgãos-alvo e descartar causas secundárias:
- MAPA de 24 horas (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial): mede a pressão ao longo de 24 horas durante as atividades cotidianas e o sono, sendo essencial para detectar hipertensão do jaleco branco e hipertensão mascarada.
- Eletrocardiograma: avalia hipertrofia ventricular esquerda e arritmias associadas.
- Ecocardiograma: detecta hipertrofia ventricular, disfunção diastólica e outras alterações estruturais cardíacas.
- Exames laboratoriais: glicemia, colesterol, triglicerídeos, função renal, eletrólitos e urina.
- Fundo de olho: avalia lesões na retina causadas pela hipertensão.
Tratamento da Hipertensão Arterial
O tratamento da hipertensão arterial combina mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos antihipertensivos.
Mudanças no Estilo de Vida
- Dieta hipossódica: redução do consumo de sal (sódio) para menos de 2 g por dia, evitando alimentos ultraprocessados.
- Dieta DASH: rica em frutas, vegetais, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras.
- Atividade física regular: pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos moderados.
- Perda de peso: cada quilo perdido pode reduzir a pressão em 1-2 mmHg.
- Cessação do tabagismo: o cigarro eleva a pressão e amplifica o risco cardiovascular.
- Moderação no álcool: consumo acima de 2 doses por dia para homens e 1 para mulheres eleva a pressão.
- Controle do estresse: técnicas de relaxamento, meditação e qualidade do sono.
Tratamento Medicamentoso
Quando as medidas não medicamentosas não são suficientes para controlar a pressão, o cardiologista indica anti-hipertensivos. As principais classes utilizadas incluem diuréticos tiazídicos, inibidores da ECA (como enalapril e captopril), bloqueadores dos receptores de angiotensina (como losartana), bloqueadores dos canais de cálcio (como anlodipino) e betabloqueadores. A escolha do medicamento é individualizada, considerando perfil de risco, comorbidades e preferências do paciente.
A Importância do Controle Regular da Pressão
O controle efetivo da hipertensão arterial reduz em até 40% o risco de AVC e em 25% o risco de infarto. Por isso, o acompanhamento regular com o cardiologista é indispensável para ajustar o tratamento, monitorar lesões em órgãos-alvo e garantir que a pressão permaneça dentro dos limites seguros.
Para informações adicionais sobre hipertensão arterial, consulte as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e os dados do Ministério da Saúde e OMS sobre hipertensão.
Na Cardion, oferecemos avaliação completa para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial, com recursos como MAPA de 24 horas, ecocardiograma e acompanhamento multidisciplinar. Agende sua consulta e mantenha sua pressão sob controle.


